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Marketing do medo

 

Impacto do medo
Uma estratégia de Marketing

Imagine que você está andando pelo shopping e se depara com uma promoção imperdível! Compre 2 iPhone 11 pelo preço de 1 – *Apenas 30 unidades. Qual sua reação? Corre para comprar mesmo que não esteja nos seus planos, certo?
O medo de perder uma oportunidade é um argumento persuasivo quando utilizado em promoções de vendas. Estratégias de framing são empregadas para direcionar a atenção do consumidor. Induzindo os consumidores a aproveitar uma oferta, vendedores – ou peças de comunicação – podem enfatizar todas as vantagens que esse consumidor perderá, caso não aproveite a oferta imediatamente.

O medo é uma ferramenta explorada por profissionais de diversas áreas, desde a indústria do cinema à farmacêutica, passando por empresas de seguro e lojas de departamento. Sentir medo influencia a maneira que a nossa atenção é regulada e interfere na percepção que temos do meio ambiente.
Os circuitos cerebrais e os processos cognitivos que dão origem ao medo foram herdados de nossos ancestrais. Eles detectam e respondem a ameaças com um propósito bem definido: garantir a nossa sobrevivência!
Como o medo funciona?
O medo é uma resposta emocional e física do organismo diante de ameaças. Diversos pesquisadores passaram muito tempo tentando mapear as rotas do medo no nosso cérebro. Segundo LeDoux, o mecanismo do medo tem 3 etapas especificas:
1. Reconhece o perigo: seu cérebro reconhece um estímulo ameaçador, um perigo em potencial, como por exemplo, uma onça gigante correndo em sua direção;
2. Prestando atenção: após o reconhecimento do perigo, o sistema nervoso autônomo prepara o seu corpo para lidar com essa ameaça. Suas pupilas dilatam, seus batimentos cardíacos aceleram e você começa a suar mais.
3. Hora de agir: o perigo potencial é contextualizado e caracterizado pelo seu cérebro, que define se a ameaça é real ou não. Se a ameaça não for real o seu corpo relaxa. Caso ela seja real, você tem 3 opções: parar tudo o que está fazendo, como se estivesse congelado, lutar ou fugir.

Medo no Jornalismo:
Atualmente, os noticiários só noticiam grandes tragédias, sabe por que? Segundo algumas pesquisas, as notícias negativas são ótimas para captar a atenção dos telespectadores. A maioria das pessoas responde muito rápido a ameaças, por isso, na luta pela audiência, a tragédia acaba assumindo um papel central.

Medo na comunicação:
O clima de medo gerado pela crise econômica acaba influenciando a maneira como os consumidores pensam e se comportam. Durante períodos de instabilidade econômica, os consumidores tendem a adotar posturas mais conservadoras, a fidelização às marcas acaba diminuindo e os benefícios imediatos oferecidos pelas marcas passam a ter um valor muito maior.

O medo é o motor que move o mundo, que breca e acelera, que faz as pessoas e empresas agirem, seja em campanhas públicas de saúde, seja durante uma negociação entre duas empresas, sentir medo é algo que influencia a maneira como percebemos o ambiente, pensamos e agimos. O que você acha da utilização do medo como uma estratégia para potencializar seus resultados?

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