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6 tendências em E-commerce para 2020

O comércio eletrônico vem experimentando um crescimento exponencial nos últimos anos. Ainda que as lojas físicas correspondam à maior parte da jornada de compra dos consumidores, estudos apontam que as vendas online serão responsáveis por mais de 17% das vendas totais até 2021. Hoje em dia, ter conhecimento tecnológico é essencial para seu negócio prosperar.

Empresas, especialmente do mercado digital, devem estar constantemente atentas para manter a relevância da marca e de seus produtos. Uma das melhores maneiras de fazer isso é se atualizar com as tendências do e-commerce 2020.

A ideia não é apenas receber o título de “inovadora”, mas sim garantir que as alterações estejam, de fato, melhorando a experiência do cliente. Dito isso, existem algumas tendências significativas que todo empreendedor deve conhecer. Descubra a seguir!

1. Social Commerce: Vendas sociais vão além do Facebook e Instagram

Mais e mais pessoas estão fazendo suas compras em plataformas de mídia social. O Instagram, por exemplo, tem mais de um bilhão de usuários ativos em uma base mensal, que passam quase cinco horas diariamente no site enviando mensagens e postando fotos, e fazendo compras quando um produto chama sua atenção ou é recomendado por um influenciador digital. Portanto, combinar mídias sociais e compras on-line é um conceito cada vez mais comum entre as empresas.

O comércio social no PDV corresponde às lojas que incluem algum tipo de compartilhamento social e outras funcionalidades sociais em seu site. É uma forma de realizar um marketing de indicação através de uma prova social, compartilhando a venda de um produto em um totem ou rede social.

O uso de reviews e fotos de clientes em vez de anúncios criativos profissionais, criando anúncios que se encaixam perfeitamente nos feeds de notícias dos clientes, aumentando a possibilidade de clientes em potencial aproveitarem os produtos e / ou as marcas e fazendo com que paguem mais atenção aos anúncios das empresas.

Um dos melhores exemplos é a da marca de biquinis australiana Black Milk, que permite o compartilhamento de fotos das clientes de seu Instagram na página do produto. Desta maneira, as compradoras conseguem visualizar como o produto fica em pessoas diferentes, com uma prova social de que o produto fica bem em qualquer pessoa. Essa estratégia também torna os anúncios simples, relacionáveis ​​e totalmente escalonáveis, reduzindo o Custo de Aquisição de Clientes.

Portanto, empresas que usam o conceito de comércio social tendem a ser orientadas para a imagem, o relacional ​​e parecem mais focadas na marca e nos produtos para obter sucesso.

2. Voice Commerce: Fale com a sua loja favorita

Uma tendência muito recente para o mundo do comércio eletrônico é o surgimento da tecnologia de voz para fazer uma transação on-line. As estatísticas mostram que, até 2020, os negócios serão de US$ 40 milhões em vendas somente nos EUA apenas devido ao comércio de voz. Estima-se que o uso da pesquisa por voz aumentará em 50% até 2020 e será um divisor de águas no setor de comércio eletrônico, uma vez que mais de 67 milhões de dispositivos móveis terão esta funcionalidade. Dispositivos de voz, como o Amazon Alexa e o Google Home, já consegue interagir de novas maneiras em como as pessoas se relacionam com as marcas.

Isso abriu um novo canal para as empresas de e-commerce venderem e expandirem seus negócios. Um exemplo seria a jornada de um usuário começar com uma pesquisa por voz em um site antes que qualquer conteúdo seja exibido. Se o usuário pesquisou ou pediu “o melhor tênis de corrida para a maratona”, por exemplo, o site geraria conteúdo totalmente personalizado sobre tênis de corrida para longas distâncias e poderia incorporar conteúdo sobre as características mais importantes que se deve levar em conta antes de finalizar a compra, até mesmo mostrando o que os principais atletas usam e dizem a respeito.

Ao invés da empresa fazer um palpite sobre o que cada usuário deve ver na página inicial do site, o conteúdo pode ser alterado ou “dinâmico”. Usando-se da Inteligência Artificial, desta forma, ajuda a fornecer ao cliente uma experiência única.

3. E-Wallets: Novas moedas e transações não financeiras por aplicativos

À medida que os celulares se tornam mais seguros, o número de compras feitas on-line aumenta progressivamente. E incluir novas formas de pagamento será essencial para os clientes finalizarem uma compra. É por isso que, para se manter competitivo, deve-se observar que tipos de formulários de pagamento seus potenciais compradores utilizam. Esses serviços digitais permitem que as pessoas façam compras por meio de transações eletrônicas, assim tendo uma experiência de compra mais rápida e ágil.

Google Pay, Apple Pay, Samsung Pay, Paypal e Picpay são algumas das carteiras digitais mais utilizadas para o negócio de e-commerce. Os pagamentos digitais como um todo devem atingir um recorde de 726 bilhões até 2020, de acordo com o BNP Paribas, e 70% das pessoas imaginam que os pagamentos digitais ultrapassem as transações bancárias e cartões de crédito até 2030. Essas transações não monetárias tem crescido de forma exponencial, e os mercados emergentes estão liderando o caminho em termos percentuais em termos de aumento no número de volumes de transações digitais anuais. A nova moeda Libra do Facebook também está visando este vasto e potencial mercado.

Para os consumidores, as carteiras digitais são uma excelente alternativa ao uso de cartões de débito ou crédito para pagamentos on-line e na loja.
As E-Wallets evitam atividades fraudulentas em cartões de crédito.

4. Omnichannel: Somos todos ROPOs

Os ambientes físico e o digital se misturam cada vez mais, e vários canais se tornarão predominantes na jornada de compra dos clientes. Quantos de nós não fazemos a pesquisa sobre um produto em diversos canais, finalizamos a compra por outro, e ainda escolhemos se vamos receber ou retirar a mercadoria. Isso significa que os dados off-line e on-line devem estar sincronizados para que se tenha uma decisão de compra mais rápida e mais informatizada.

O ROPO (Research Online, Purchase Offline) é um comportamento pelo qual as informações sobre os produtos e serviços estão disponíveis na Internet, onde consumidores lêem avaliações e reviews on-line antes de comprar qualquer produto. Depois de decidir comprar itens, consumidores entram em uma loja de varejo e compram o produto depois de verificá-lo fisicamente.

Como resultado, os gigantes on-line, como a Amazon, estão abrindo lojas físicas, para integrar e permitir que a experiência do usuário diretamente com os produtos, os quais podem ter navegado ou encomendado on-line.

Essa modalidade vem ganhando muita força aqui no Brasil e os grandes varejistas estão se adequando rapidamente. Mês passado realizei uma compra na Centauro, e pude ver uma área ao lado do caixa com armários destinados a pedidos realizados via internet. Com isso, a loja conseguiu aumentar o fluxo de pessoas na loja e consequentemente o ticket médio total. Por isso é primordial pensar que em 2020 à dominação se dará por empresas ágeis, e que tenham uma presença física e digital.

5. Data Science: a arte de antecipar tendências

O Data Science é uma área empolgante e uma forte tendência. Ele engloba uma variedade de técnicas estatísticas que analisam dados atuais e históricos para gerar previsões sobre eventos futuros. Ainda mais quando se trata de Big Data, onde há conjuntos de dados muito grandes ou complexos que os sistemas tradicionais não conseguem processar. A análise preditiva, por mais complexo que pareça, pode fornecer a um profissional de marketing e a qualquer website de comércio eletrônico o de poder quando se trata de automação e previsão de ações de um cliente.

A personalização é a chave para o sucesso das lojas online. Um bom exemplo aqui é uma campanha de e-mail, onde e-mails automatizados são gerados com conteúdo e linhas de assunto determinadas inteiramente pelo poder do sistema de inteligência artificial. O cientista de dados pode prever o momento mais eficaz para enviar determinados e-mails para seus clientes processando dados importantes, como taxas de conversão, taxas de abertura e taxas de engajamento. Ao analisar os dados do cliente, pode-se essencialmente aprender o que os clientes querem e quando o querem. Por serem pró-ativos e dar a um cliente o que eles querem, quando querem, isso, por sua vez, dá mais valor a eles. Abrangendo isso com aprendizado de máquina, suas habilidades de direcionamento melhorarão e o ciclo começará novamente.

Com os novos avanços no processo de precificação dinâmica, assim não sendo necessário gerenciar os preços manualmente. O sistema inteligente de preços aproveita a inteligência artificial para analisar as condições de marketing existentes e gerar o melhor preço para a loja on-line.

6. Chatbots: o amigo imaginário

Chatbots são programas automatizados que são capazes de realizar tarefas repetitivas em um ritmo mais rápido em comparação com os seres humanos. Desde resolver as consultas dos clientes até permitir que os compradores encontrem os produtos certos, os chatbots proporcionam uma experiência incrível aos usuários. As marcas dedicam-se a mensagens privadas com o Chatbots, respondendo a perguntas, oferecendo recomendações e descontos de produtos e resolvendo consultas e reclamações de clientes. Assim, um chatbot personalizado pode gerar maior engajamento e mais vendas.

Os aplicativos de mensagens possuem uma larga penetração no mercado (como WhatsApp, Snapchat e Facebook Messenger). No Brasil a expectativa é de que até 2020 cerca de 80% dos grandes e-commerces tenham algum tipo de chatbot instalado. Um case renomados no Brasil é o da Bia, a assistente virtual do Bradesco.

O mundo dos negócios passa por constantes transformações e as empresas que querem sobreviver e permanecer lucrativas não têm outra opção senão adotar as tendências futuras do comércio eletrônico. A tecnologia permanecerá no centro de todos os negócios on-line, e utilzar Big Data permitirá que varejistas personalizem sua oferta de produtos para grupos de clientes cada vez mais específicos. Importante notar que o futuro do e-commerce não dependerá de qual empresa possui o maior investimento ou os melhores produtos, mas quem é capaz de interagir com seus clientes em tempo real e oferecer produtos que atendam às suas necessidades específicas. Dadas as recentes violações de dados que atingiram as instituições financeiras, organizações de hospitalidade, bem como plataformas de mídia social, a privacidade e a proteção de dados serão preocupações fundamentais dos clientes nos próximos dias. Simplificando, as pessoas estarão menos dispostas a baixar aplicativos móveis e a inserir informações de pagamento on-line, se temerem que seus dados pessoais caiam nas mãos erradas e sejam mal utilizados. Na verdade, o futuro está respaldado pela conveniência e é como as compras vão evoluir.

Fonte: Harve

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